sábado, 25 de outubro de 2008
Os fins da evolução
sábado, 10 de maio de 2008
Sobre o uso de dinossauros no campo de batalha (parte 2)
O uso dos saurópodes no campo de batalha se justifica por dois motivos: a posição privilegiada que eles dão aos arqueiros e a invasão de fortalezas e áreas protegidas em geral.
Mas talvez o uso mais extraordinário dessas criaturas seja na invasão de fortalezas. Mesmo muralhas com 15 metros de altura não podem impedir o avanço de um exército que esteja empregando alguns Brachiosaurus, por exemplo, afinal os soldados trodontes facilmente escalarão pelo dorso do dinossauro, se este for corretamente posicionado. Além disso, esses animais podem transportar facilmente tropas de elite inteiras, com algumas dezenas de soldados, pelo campo de batalha.
O uso desses dinossauros, entretanto, é o mais caro entre todos, devido às dificuldades na criação e também à armadura que deve ser empregada para protege-los, principalmente nas pernas, pois se estas forem seriamente golpeadas a criatura virá abaixo sem poder mais se levantar, e no pescoço, onde uma simples lança pode significar a morte. Além da armadura é importante cercar este dinossauro com outros dinossauros para protege-lo, como os anquilossauros ou ceratopsídeos.
A armadura, vale lembrar, deve ser especialmente produzida por ferreiros especializados, pois além de proteger, deve garantir que os soldados trodontes possam se apoiar e/ou andar sobre ela sem dificuldades.
Os saurópodes mais empregados no campo de batalha são:
- O Brachiosaurus, a espécie maior, com até 23 metros de comprimento e por volta de 80 toneladas de peso;
- O Shunosaurus, uma espécie menor (até 14 metros de comprimento e 9 toneladas de peso), porém com o diferencial de ter uma clava óssea na cauda, melhorando sua capacidade de defesa;
- O Diplodocus, uma das espécies mais compridas com cerca de 27 metros, e não tão pesada, cerca de 20 toneladas; a cauda deste dinossauro pode ser utilizada como chicote a fim de abater outras bestas.
Galimimos
Os tipos mais usadas como montaria de combate são:
- O Galimimus, de 3 a 4 metros de comprimento, e que alcança os 50 km/h;
- O Dromiceiomimus, também de 3 a 4 metros de comprimento, mas que alcança até 60km/h.
Pterossauros
Os répteis voadores constituintes do grupo dos pterossauros são difíceis de se adestrar e por isso caros, mas o uso deles pode ter importância estratégica em certas batalhas.
Apesar do tamanho, essas criaturas são muito leves (o maior deles não ultrapassa os 100 kg de peso), o que justamente lhes garante a capacidade de voar. Mas isso torna também inviável o transporte de mesmo um único soldado.
Os principais pterossauros empregados são:
- O Pteranodon, com 8 metros de envergadura das asas e cerca de 20 kg de peso; algumas linhagens desses animais são capazes de carregar por volta de 5 kg de peso;
- O Quetzalcoatlus, com até 14 metros de envergadura das asas (sendo a maior espécie) e cerca de 100 kg de peso; o peso máximo que já foi observado uma criatura dessas carregar foi de 20 kg.
Apêndice – O montador
O montador de dinossauros merece destaque especial. Ele será constantemente visado no campo de batalha pelos arqueiros inimigos, afinal é o único capaz de controlar sua criatura, e sem ele, ela se torna inútil.
sábado, 26 de abril de 2008
Prólogo - O desenvolvimento de uma civilização
Foram necessários apenas alguns milhões de anos (diante das proporções titânicas das eras geológicas) para que aquelas criaturas da savana despertassem para a consciência.
Mas esse despertar, de forma alguma, não foi precedido por grandes saltos evolutivos que acabaram, muito tempo depois, por definir o que é um animal, e o que é um ser inteligente. Dentre eles, um dos dedos opondo-se aos outros, permitindo o manuseio de objetos, de armas, de equipamentos. Também a caça em conjunto, potencializada pela visão binocular dos indivíduos, cada vez mais aguçada e permitindo a melhor percepção da profundidade. Outro exemplo, a capacidade de se comunicar, de criar e transmitir cultura através das gerações.
Após esse despertar, passaram-se alguns milhares de anos. Foi descoberto o fogo, a cerâmica, entre outros artifícios. Conjuntamente chegou a época em que aquelas criaturas se organizavam em numerosas tribos, aumentando a capacidade de sobrevivência em meio ao ambiente hostil, repleto de bestas de dentes afiados. As tribos não demoraram a se tornar cidades, quando aquelas criaturas descobriram que podiam plantar seus próprios vegetais, em vez de colhê-los. Ou mesmo criar, em vez de caçar, os pequenos animais do qual obtinham a nutritiva carne.
Até mesmo os assustadores monstros, não pareciam mais tão assustadores assim, quando criados desde o nascimento. As espertas criaturas da savana não mais precisavam caminhar, pois montavam nas bestas mais ágeis, ou mesmo nas mais portentosas. E as que não podiam ser domesticadas, eram caçadas por aqueles que não as temiam – aqueles que mantinham sua conexão com o passado animalesco, mas bem faziam uso de sua inteligência para permanecerem sempre como caçadores, e nunca como caça, em lugares nos quais, para a maioria daqueles da cidade, isso parecia impossível.
Passados mais alguns milhares de anos, eles se espalharam aos milhões pelas extensões continentais. As cidades cresceram e prosperaram, formando metrópoles onde os indivíduos produziam e comercializavam incessantemente. A tecnologia se desenvolvia lenta, mas continuamente. O mesmo acontecia com a guerra. Finalmente veio a interessantíssima época em que aquelas criaturas colidiam suas espadas, atiravam suas flechas e montavam suas bestas magníficas em nome de poderosos impérios.
Era então um mundo em pleno desenvolvimento, mas ainda em grande parte inóspito e perigoso. Aquelas criaturas haviam adquirido a inteligência, haviam se reunido e prosperado em seus domínios, mas ainda eram inocentes como civilização. Tal qual se repetiria, muito tempo depois.
Afinal, aquelas criaturas viveram 65 milhões de anos antes do primeiro homem.