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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Trodonte - Mitologia [parte 2]

Após a Dominação de Ordox sobre Caox, inicia-se a Segunda Era da Criação.
Da união de Lithos (a terra) e Piros (o fogo), nasceram as primeiras estrelas: a Lua (cujas chamas trepidavam no início dos tempos, ao contrário do que os trodontes podem ver hoje) e o Sol. As estrelas nada mais são que grandes esferas de terra com chamas colossais, capazes de aquecer e iluminar mesmo o mais longínquo ponto. Ambas viviam em torno de Ordox e de seu irmão dorminado, Caox.
Lithos e Piros uniram-se milhares de vezes mais e geraram as milhares de estrelas fixas no firmamento, e até hoje repetem este ato. Entretanto, apenas às primogênitas, a Lua e o Sol, foi dado o privilégio de se aproximar de Ordox e Caox.
Além da união com Piros, Lithos também uniu-se com Aeros (o ar) e Hidros (a água) e criou Galflag, ou o Tríplice Híbrido. Entretanto, Galflag era fraco, e morreu logo após seu nascimento. Aeros, Hidros e Lithos, sem desistir, uniram-se novamente e recriaram o híbrido milhões de vezes, mas o resultado era o mesmo. Só quando foi colocado sobre o crânio de Ordox é que Galflag pôde sobreviver.
Galflag é o próprio planeta Terra, e seu nascimento e crescimento somente sobre o crânio de Ordox representam a necessidade de desenvolvimento, que só o último é capaz de satisfazer. Com o passar do tempo, Galflag moldou-se e tomou a forma da cabeça de seu hóspede, como um elmo.
Com Galflag repousando sobre o crânio Ordox, inicia-se a Terceira Era da Criação.
De Galflag brotou Halana, que moldou a primeira forma de vida - tornando-se, pois, a Moldadora da Vida. A primeira forma de vida era única e sublime.
Entediada, Halana gerou Ailamina e Eatnalpa, e incubiu-lhes a tarefa de alterar a vida por ela mesma criada. Ailamina e Eatnalpa moldaram a vida e criaram, respectivamente, o primeiro animal e a primeira planta.
Mas Halana não se deu por satisfeita. A primeira planta e o primeiro animal, assim como a primeira forma de vida, tinham formas únicas e sublimes. Halana pediu ajuda aos deuses primordiais, Lithos e Hidros. Convidou-os a alterar essas formas de vida como bem entendessem, e então surgiram a primeira planta aquática, a primeira planta terrestre, o primeiro animal aquático e o primeiro animal terrestre.
Entretanto, novamente, essas formas de vida era únicas e invariáveis. Ailamina e Eatnalpa, então, geraram inúmeros filhos unindo-se com Lithos, Hidros e até mesmo Aeros, que eram incumbidos de alterar essas formas de vida como bem quisessem. Esses filhos também geravam seus próprios filhos, que continuavam este mesmo trabalho. E, com cada novo deus moldando a vida à sua maneira, surgiram as diferentes facetas da mesma, presentes até hoje: os pinheiros, os sapos, as samabaias, os tiranossauros, e assim por diante.
Dezenas de gerações de deuses já haviam moldado a vida, quando nasceu Tarod, o deus dos trodontes. Diante de milhões de formas de vida já existentes, Tarod modificou levemente um dinossauro, mas foi essa modificação que o tornou exatamente igual a Ordox.
Ordox, então, transmitiu uma ínfima parte de sua consciência para esta criatura, idêntica a si. E então surgiu a primeira criatura inteligente, capaz de criar e se desenvolver.
Começou então a Quarta Era da Criação, na qual se desenvolve a civilização trodonte.

sábado, 22 de novembro de 2008

Trodonte - Mitologia

No nada infinito, sem começo nem fim, flutua Agox. Imóvel, o mesmo tem a forma de um saurópode negro. É eterno, mas não por ser imortal. Agox transcende a vida, a morte e o próprio tempo.

Agox representa a inexistência possível e impossível. Os sonhos, o futuro e tudo que possa ser inventado ou um dia existir residem nele.
Sobre as escamas de Agox, minúsculo em comparação, caminha seu irmão Gox, também um saurópode solidamente negro. A diferença de grandeza é tremenda, tal que o último vaga nos sulcos das escamas do primeiro, como se estas formassem vales grandiosos. A grande caminhada de Gox sobre seu irmão não tem começo ou fim. Esporadicamente, Gox arranca um naco de carne de seu irmão, engolindo-o rapidamente.
Gox representa o universo, e tudo aquilo que existe. A Caminhada de Gox representa o contínuo do tempo, enquanto que os caminhos que o dinossauro escolhe nos sulcos das escamas de seu irmão representam todas as possibilidades. O ato de arrancar partes de seu irmão representa a renovação das coisas reais, com a matéria do irreal.
Há tempos incalculáveis, nasceram por brotamento e em suas costas os dois primogênitos de Gox: Ordox e Caox. Ambos tinham, a princípio, formas de prossaurópodes. Ordox, porém, escolheu mudar sua forma para a de um trodonte (muito antes da existência dos trodontes). Enquanto isso, Caox escolheu regredir à forma de um saurópode.

Ordox é a ordem, o progresso e o desenvolvimento de todas as coisas. Caox é a desordem, a destruição e a involução de todas as coisas, mas também pode ser interpretado como a constância.

Após os primogênitos, Gox gerou, também por brotamento, mais quatro prossaurópodes. Eram estes os quatro elementos primordiais: Piros (o fogo), Lithos (a terra), Aeros (o ar), e Hidros (a água).

Os seis irmãos vivem nas costas de Gox, o qual não cessa sua caminhada.

Desde o nascimento conjunto, os irmãos primogênitos Ordox e Caox se completavam. Ordox criava seres, sensações, monumentos e outras tantas coisas fabulosas e impensáveis por qualquer trodonte da época moderna (mas nunca imprevistas por Agox, que na verdade era a fonte de todas essas coisas). Caox, por sua vez, tinha a tarefa inata de destruí-las, uma por uma, reduzindo-as ao nada como se nunca tivessem existido. Os irmãos permaneciam neste ciclo, aparentemente perfeito e equilibrado.

Porém, num dado momento, Ordox convenceu-se que, na verdade, não havia um equilíbrio. Que, na realidade, havia a constância do ciclo construção-destruição em si. Decidido, dominou seu irmão, imobilizando-o e prendendo-o ao chão.

Desde que Ordox imobilizou Caox, os dois permanecem praticamente parados. O tempo sem se mexer fez com que Ordox, o único com os pés no chão, criasse raízes que penetraram fundo nas costas de Gox. E foi isso que possibilitou, a princípio, o desenvolvimento do planeta, da vida e da civilização trodonte.

[continua]

PS.: Me desculpem pelos nomes ridículos, não tive tempo (ou saco) pra procurar (ou pensar em) nomes legais. Mas fica aí a idéia.